Presépio da Catedral São Pedro de Alcântara ©

Menino das palhas, Menino Jesus, Menino de Maria, aqui estou diante de ti. Tu vieste de mansinho, na calada da noite, no silêncio das coisas que não fazem ruído. Tu é o Menino amável e santíssimo, deitado nas palhas porque não havia lugar para ti nas casas dos homens tão ocupados e tão cheios de si.
Dá a meus lábios a doçura do mel e à minha voz o brilho do cantar da cotovia, para dizer que vieste encher de sentido os dias de minha vida.
Não estou mais só: tu és o nosso companheiro de minha vida. Tu choras as minhas lágrimas e tu te alegras com minhas alegrias porque tu és meu irmão.
Tu vieste te instalar feito um posseiro dentro de mim e não quero que teu lugar seja ocupado pelo egoísmo que me mata e me aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça, pelo desespero.
Sei, Menino de Maria, que a partir de agora, não há mais razão para desesperar porque Deus grande, belo, Deus magnífico e altíssimo se tornou meu irmão.
Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus, tu estás perto do Menino que envolves em paninhos quentes.
José, bom José, carpiteiro de mãos duras, e guarda de meu Menino das Palhas, protege esse Deus que se tornou mendigo de nosso amor.
Menino Jesus, Hoje é festa de claridade e dia de luz. Tu nasceste para os homens na terra de Belém





















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